Felicidade

12/05/2011 17:04

 

Quinta-feira, 12 de Maio de 2011.

 

Esta é minha segunda postagem e não sei sobre o que escrever. Meus pensamentos surgem na mente como água de nascente, porém não consigo traduzi-los em palavras.

No entanto, já que denominei este site como sendo um diário, vou falar um pouco do que tem sido minha vida até o presente momento.

Penso que, se eu fizer uma avaliação de tudo o que acontece comigo hoje, eu diria que sou apenas 50% feliz.

Para explicar melhor essa porcentagem prefiro dividir minha vida em requisitos, tais como: Amor, Família e  Trabalho:

O requisito “Amor” me dá maior porcentagem: 95% de felicidade pois tenho ao meu lado um homem bom que me proporciona amor e amizade. Um alguém que eu posso repartir meus êxitos e falhas, meu riso e meu choro. Só não posso afirmar 100% de felicidade quando me refiro ao amor, pois sei que ninguém é perfeito, principalmente homens. Apesar disso, ele me faz tão bem...

Quanto ao requisito “Família”, digamos que sou 75% feliz. Eu moro e trabalho com meus pais e sou grata por tudo. Amo-os e sempre amarei. Mas, essa triste porcentagem é resultado das constantes brigas com o meu irmão. Nós vivemos e trabalhamos juntos, o que acaba sendo péssimo para ambos. Ofendemos-nos com freqüência, e isso desgasta qualquer relação de afeto. Há dias em que não suporto nem a voz dele e acredito que a recíproca seja verdadeira. Não que ele seja uma pessoa ruim, mas têm dias que a gente não se tolera. Mesmo assim, não deixo de amá-lo como irmão e espero que um dia todo esse rancor se transforme em respeito e cordialidade.

Contudo, o que me dá menos alegria é o requisito “Trabalho”. Sei que as pessoas comentam que sou “sortuda” por trabalhar com meus pais, em uma empresa bem sucedida e conseqüentemente ter um bom emprego fixo, mas para mim é terrível. Eu ocupo o cargo de gerente administrativa no papel, mas na verdade, eu ocupo os cargos de recepcionista, porteira, faxineira, copeira, secretária, trabalho na embalagem, dou um auxilio no setor administrativo e fiscal; e, apesar de ser tudo, na maioria do tempo eu estou sem ter o que fazer. É triste e desanimador. E como se não bastasse, tem o fator “irmão bem sucedido”, que me rebaixa, dizendo que não gero lucros para a empresa. Sinceramente minha falta de ânimo é tão grande, que não consigo transformar em porcentagem. Talvez algo em torno de 25%. Levo essa vida há 13 anos e não sei quanto tempo mais terei que levar.

Fiz uma conta louca de tudo e o resultado é: nos dias atuais sou 50% feliz.

Porém, não foi sempre assim... Nas próximas postagens eu falo das épocas boas da minha vida, e conto também, como faço para suprir essa falta de felicidade que reside em mim.